A partir da semana que vem, dia 06, teremos Beatriz Milhazes na Pinacoteca, em São Paulo. Pra quem não sabe, ela é praticamente um monstro das artes plásticas contemporâneas no Brasil, com grande reconhecimento internacional. Estou apaixonada por suas obras - como ela usa da forma mais inteligente os diversos elementos e cores - e quero urgente uma réplica (ainda não cheguei lá pra poder comprar uma de verdade). Please, me avise caso saiba onde posso adquirir uma cópia. Agradeço.O ímpeto de consumir assola diversas vezes uma entidade feminina ao longo da semana. É uma pena que, ao ganharmos tanta independência, chegamos ao ponto de não sermos mais agraciadas com mimos que podem suprir com maestria essa constante carência.

Agora, o que nos resta? Além de estarmos repletas de pontos negativos em nossas contas bancárias, sofremos com o fato de não termos mais a liberdade para ensaiar um ponto cruz ou uma meia lua bordada.
As tortas de maça batidas à mão nunca mais foram as mesmas (aquelas que nossas mães nos ensinaram por horas a fio). A couve é esquecida na gaveta da geladeira até apodrecer e o jantar diário, que atiçava o faro daquele vizinho guloso, ficou completamente na memória.
Não acho ruim a vida moderna, mas sinto falta de certos rituais. Não me recuso a dividir uma conta com um cara (apesar de preferir que ele pague, claro!), nem trocar uma lâmpada, o pneu ou comprar camisinhas para deixar fácil na primeira gaveta da cômoda. Sigo e encaro.
O mais estranho é que ainda sinto uma dor pontiaguda por conta dessa evolução. Às vezes, tenho a sensação de que o tempo engoliu uma coisa boa e as estrelas explodiram no universo de uma só vez.








