sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Evolução sem paetês

A partir da semana que vem, dia 06, teremos Beatriz Milhazes na Pinacoteca, em São Paulo. Pra quem não sabe, ela é praticamente um monstro das artes plásticas contemporâneas no Brasil, com grande reconhecimento internacional. Estou apaixonada por suas obras - como ela usa da forma mais inteligente os diversos elementos e cores - e quero urgente uma réplica (ainda não cheguei lá pra poder comprar uma de verdade). Please, me avise caso saiba onde posso adquirir uma cópia. Agradeço.

O ímpeto de consumir assola diversas vezes uma entidade feminina ao longo da semana. É uma pena que, ao ganharmos tanta independência, chegamos ao ponto de não sermos mais agraciadas com mimos que podem suprir com maestria essa constante carência.

Agora, o que nos resta? Além de estarmos repletas de pontos negativos em nossas contas bancárias, sofremos com o fato de não termos mais a liberdade para ensaiar um ponto cruz ou uma meia lua bordada.

As tortas de maça batidas à mão nunca mais foram as mesmas (aquelas que nossas mães nos ensinaram por horas a fio). A couve é esquecida na gaveta da geladeira até apodrecer e o jantar diário, que atiçava o faro daquele vizinho guloso, ficou completamente na memória.

Não acho ruim a vida moderna, mas sinto falta de certos rituais. Não me recuso a dividir uma conta com um cara (apesar de preferir que ele pague, claro!), nem trocar uma lâmpada, o pneu ou comprar camisinhas para deixar fácil na primeira gaveta da cômoda. Sigo e encaro.

O mais estranho é que ainda sinto uma dor pontiaguda por conta dessa evolução. Às vezes, tenho a sensação de que o tempo engoliu uma coisa boa e as estrelas explodiram no universo de uma só vez.


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Veríssimo

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse:

- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas, uma bruxa má me lançou um encanto e eu me transformei nesta rã asquerosa.

Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...

... e então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: "Nem fo-den-do!"

terça-feira, 19 de agosto de 2008

A gente não quer frescura


Eu e quase todo o Brasil está assistindo a reprise de Pantanal. É uma novela bonita, lenta, com imagens maravilhosas e, claro, homens de tirar o fôlego. Todos novinhos! (Gorgulho, Winter, Satter, Rômulo, etc, etc, etc). Eu não quero falar deles, mas sim dessa rusticidade cravada em seus personagens. Escolhi a foto do Almir Satter, pois na minha opinião ele é a figura que mais caracteriza a força dessa masculinidade.

Só um verdadeiro homem macho é capaz de fazer você tremer da cabeça aos pés. Eles não usam perfume, a roupa nunca combina e está sempre amassada, lavam o cabelo com sabonete caso não tenham shampoo e até usam pochete. E não estou falando do tipo "Zé Mané Ruela", mas sim daqueles impressionantes, inteligentes e impactantes. Você encontra com um ser desses sempre na hora mais improvável (quando está coberta de barro, cara lavada ou fazendo o que não se deve, como no meu caso) e eles acham lindo aquilo e acabam se interessando por você (mesmo que por onda). Você acha esquisito, mas depois do primeiro olhar fica clamando por uma saída racional (se é possível achar uma!). E você se joga e se derrete. E ama e enlouquece.

Se você ainda não cruzou (literalmente) com um deles, está perdendo tempo com bobagens de menina. A plástica do homem alinhado também é bela, mas não se compara a de um homem que, da forma mais simples, não precisa de nada para ser o que é. Não precisa de carros importandos, nem um mar de dinheiro, nem roupas perfeitas ou aparelhos de barbear. Eles existem e se bastam. Podem até se sentirem inseguros pela vida, mas não se abalam e seguem em frente. E quando te pegarem pela cintura, pode ter certeza, saiba que deixarão profundas marcas no coração.

domingo, 17 de agosto de 2008

Desculpa de manco é muleta...



...e quando o pneu fura, não dá para seguir adiante. Essas velhas constatações podem ser usadas com muita praticidade em seu dia-a-dia. Hoje, já no segundo semestre de 2008, quase não é necessário milaborar desculpas ou qualquer retórica para conseguir comer alguém. Nem homens e nem mulheres! Tá tudo muito claro, mas talvez a dança do acasalamento humano não tenha evoluído na totalidade.

Depois dos 30 anos, certas desculpas e histórias contadas pelos "meninos" ficam tão batidas, que você nem se abala (se é que já deu pra se abalar algum dia). E o mais legal é saber exatamente o que fazer com aquela informação. Sempre há escolhas. E você pode sim escolher o caminho mais simples e divertido.

Já encontrei caras pelas andanças mochileiras da vida que me contaram o mesmo dilema: "meu namoro não tá bom" e "não temos química" ou "não amo de verdade". Quando chega nessa última, dou um jeito de fazer ele parar, porque pode ser que a coisa piore, com frases do tipo "ela é frígida" ou "ela usa sapato ortopédico". Isso, definitivamente, não é papo só de homem casado. E olha que os casados já melhoraram bastante nesse aspecto!

Bom, eu acho esquisito anyway. Fica feio, porque eles falam, reclamam, mas não largam as "pobres coitadas". Queima o filme na hora. Porém, acho ótimo porque fico extremamente à vontade para o "se divirto". Já escutei uma história ou outra e até fiz cara de solidária. Outras vezes, cortei antes do lamento virar chororô (argh!). E teve caso que eu levei na onda só pra curtir mesmo. Quando se está solteira, uma agenda precisa vale ouro!. Depois, volto muito bem, obrigada, para casa.

O pior é quem tem doida que acredita que isso pode virar romance. Santa ingenuidade!

E vamos rezar para o bem da masculinidade. E que ela jamais nos falte, apesar dos tropeços.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ócio libertador


Aposto que você não sabe o que significa meio dia de folga na vida de uma mulher, ainda mais quando é na sexta-feira. É muito mais que um tempinho extra para comprinhas. É o passaporte para um mundo que só ela compreende e necessita de tempos em tempos. Uma série de programinhas femininos, sem a menor preocupação de cuidar da casa, das roupas e do intelecto. Você não precisa se empenhar em agradar ninguém e vive a certeza de que só a simplicidade salva o corpo e a mente. Tem a passagem pela manicure (isso sempre está nos planos), almoço com a mama, uma soneca depois de um filme "B" qualquer, fazer um bolo, tomar café da tarde, pés para o alto e finalizar o dia num bate papo com os amigos. Nada muito elaborado, complicado ou que demande muito esforço.

Essa é a hora de ficar sozinha e curtir sua companhia. Você não quer falar com jornalistas, pensar em sugestões de pautas mirabolantes e ouvir o toque do celular.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Parece coisa de quem não tem o que fazer


Recebi registros ótimos da nossa língua portuguesa (e inglesa). Ela é tão nossa, que a gente pode fazer o que quiser: inventar, virar de ponta cabeça, colocar uma saia plissê e massacrar com nossos saltinhos tipo agulha de 15 cm. É isso aí! Uma puta zona!






Coisa "bunita de viver"! Se você ainda não comeu x ergues, tá perdendo. "Ergues" tudo!






Já tomou uma batida das árabias? Não quero ser venenosa (coisa feia e mulher não faz isso nunca), mas quando quiser experimentar a tal "batida" árabe...bom, dica...coisinha...esconda a façanha até do seu melhor amigo e negue o crime até a morte! Vai por mim e jamais terá dor de cabeça.

Isso me fez lembrar de um namoradinho libanês. O homem era um escândalo, uma das bundas mais belas que eu já vi, mas não servia para mais nada. Além...bom, vocês sabem. O cara tava no Brasil e não relaxava, não curtia nada e sempre queria tudo do mesmo jeito. Puta que pariu! Maleta! Você, muitas vezes, acha que tá se dando bem, mas não percebe a barca furada em que se meteu. Ainda bem que ele foi embora, porque era um B.O. daqueles!

Mas não posso reclamar não. Nunca fumei tanto arguile....e também nunca fiquei tantas noites sem dormir.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Plantas, pensamentos e surpresas no fim do dia


Morar só força a realização de um exercício diário da própria aceitação. Todos os paliativos servem para a pseudo distração: tortas de maçã, filmes, sapatos, comprinhas, amigos, música, faxina, lavar roupa, academia, vibradores, sonecas, artesanato e plantas. Quem diria também que, em algum momento da minha existência, ficaria extremamente feliz em cultivar plantinhas e ganhar um liquidificador de presente. Esses são alguns exemplos, mas o universo pode ser infinito. Quando chega a hora de dormir, você não aguenta mais a carcaça. É tanta atividade, tanta, que não sobra tempo para pensar em coisas que você tem que enfrentar pra justamente melhorar. Coisas como frustrações, amores perdidos, grana curta, contas, futuro, doença na família, entre outros temas agradáveis. O objetivo é sublimar, mas é aí que a gente se engana. Tem um momento, mesmo que seja breve, em que o fantasma se coloca no reflexo do espelho. O que fazer? Olha caceta!

Aí, um telefonema no fim da tarde salva o dia. Apenas um minuto de conversa para você ter certeza de que está fazendo a coisa certa e que também já fez um dia. Lembram de você e as coisas consideradas perdidas, voltam pra palma da sua mão aos poucos.

E o melhor é quando o telefonema anuncia uma noite de brincadeiras divertidas. Que delícia!!!

Mais bacana é quando o último telefonema te dá uma certa tranquilidade em relação a algo indefinido dentro de você, mas que te sufoca há dias. Amar, verdadeiramente, é para poucos.

Sem querer, também comprei uma planta que é amuleto de amor. Percebi o poder ontem...acordei com sono e isso me deixa muito confortável.

sábado, 9 de agosto de 2008

A primeira vez...


Todo "primeiro" é inesquecível. O primeiro "chico" foi um desastre, mas lembro até hoje. Eu tava com uns 11 anos e as minhas irmãs já tinham me explicado sobre o tema com o típico "dedo" acadêmico. Eu quase havia me tornado uma ginecologista mirim, até que então...nossa! Foi memorável! Aquela coisa vôo non stop e eu tentando me acostumar com uma almofada entre as pernas e...acreditem...naquela época só tinha um modelo imeeeeeeeeeeeeeenso.

Depois, veio o primeiro beijo. Foi com o neto de uma vizinha que me adorava. A gente costumava brincar de "beijo, abraço e aperto de mão" e , durante algum tempo, foi bem inocente. Aí, os hormônios começaram a gritar (ficavam roucos!). E o menino me pegou no canto do prédio. O sonho virou pesadelo e saí de lá babada no último. Também, tomei linguada até no olho! Eu tinha esperado tanto por aquele grande dia. Bom, as coisas se aperfeiçoam com o tempo. Ufa!

Enfim, chegou a hora da primeira trepada. Eu não vi estrelas e não gozei. Também não sangrei e isso resultou numa boa encheção de saco durante um longo tempo. Ele falava que eu não era virgem. E como falava caralho! Acabei com o sonho dele sem querer. Se eu soubesse que isso seria um trauma, teria matado uma galinha antes e reservado no potinho. Saco!

E nesta semana, durante o retoque da maquiagem, achei o primeiro cabelo branco. O filho da puta estava todo feliz bem perto da minha orelha. Viadinho! Ele achou que ficaria escondido. Óbvio, dei um berro. Ainda bem que eu estava na agência, escrevendo sobre finanças. Os meus colegas adoraram aquele momento "penas voadoras". Todos concentrados, num puta silêncio, e eu dando show a la Ivete Sangalo: "Tira o pé do chão!". Pedi pra Elaine arrancar aquele fio cruel. Aquele fio perverso. Perdi alguns minutos pensando que a tintura quadrimestral se tornaria quizenal. Comecei a fazer as contas: cerca de 65% do meu salário seria utilizado em salões de beleza até o fim dos meus dias.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Pimenta no cú dos outros é refresco



Antigamente, uma mulher de trinta solteira não era bem vista na sociedade. Hoje, ela não é bem vista pelas colegas casadas. Pois é...as mudanças de comportamento são interessantes. Acabei de assumir efetivamente o posto e vou mostrar (pra mim mesma) que isso não é um bicho de sete cabeças. Se você estiver disposta (e souber) aproveitar os benefícios dessa condição, poderá se divertir como nunca. E criar também muita confusão.