segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Os mais jovens


Sempre torci o nariz para relacionamentos com homens mais novos - preconceito mesmo e assumo a bobagem. O meu motivo é por conta daquela diferença de fases. Porém, existe algo que me atrai para essa experiência, como o sabor da leveza doce dos garotos com 25 anos. Coisa essa que os moços que passaram dos 30 já não tem mais - esses, também da forma mais doce, já começam a migrar para o mundo das neuroses de pessoas adultas, com medos e desafetos que alimentam barreiras invisíveis (apesar daquela deliciosa maturidade masculina). Não só os homens, como as mulheres também (me incluo nessa). E aí fica meio difícil chegar. Já com os homens mais novos você sempre chega e tudo é festa e aprendizado - pode dar trabalho, mas se todo o "esquema" cansar, você sempre saberá o que fazer. Brincar com os meninos mais jovens é muito bom, por que eles olham pra você com cara de surpresa e surpreendem - não por que têm obrigação, mas por que querem surpreender. Acham tudo o que você faz bonito e têm energia de sobra para qualquer programa (aliás, sobra energia). São carinhosos e abertos para receber do mundo suas cores e suas dores. Perguntam, duvidam e tiram a prova - é tão bonito. Bom - a quem possa interessar - eu sugiro alimentação reforçada, paciência (claro) e um pouco de despreocupação. Viver isso tudo já basta, mas vai que a estória de "Eduardo e Mônica" sai da partitura.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A dona da história


Ao longo da semana, cento e caralhos pessoas me perguntaram se eu quero casar - perguntinha besta. Respondi aos curiosos: não. E ter filhos? Respondi que não quero crianças na minha vida. Notei que a minha aparente repulsa pela mais famosa falida instituição - a mais falida de todos os tempos - gera um certo desconforto emocional nos seres humanos. Porra, mas eu queria entender qual é o problema de não querer casar e ter filhos? Eu não quero fazer parte dessa turma - eu quero amor sim, mas se for verdade, e não esse faz de conta da família feliz que vai ao parque com suas crianças no domingo, porém, durante a semana, o marido sempre arruma um horário maluco pra comer suas colegas de trabalho. A gente sabe que grande parte dos casais vai pra igreja porque "precisam" fazer família. Eu não preciso fazer nada. Um amigo me chamou de hipócrita como se falasse "mulher que não quer casar?". Sinceramente eu não quero, obrigada. Ao jogar de lado as questões hipócritas sobre casamento e que envolvem desgaste, traições e afins (momentos que não quero escritos na minha história), acho que existem pessoas que sabem dividir e ceder muito bem ao outro. Tem gente que não. Eu me encaixo no padrão dois, mas não é por mal e sim por pura preguiça emocional. Se eu tenho traumas? Nenhum. Corações partidos? Alguns, mas quem não tem? O fato é que não vejo vantagem em fazer tanto esforço para dividir a cama com um homem diariamente. Acho que tudo pode ser diferente. Acho que a coisa toda pode ser mais ampla para que o diálogo sempre exista - do nada até qualquer estímulo intelectual, bizarrices e piadinhas. Sou defensora do amor cada-um-na-sua-casa" e se-tô-junto-tô-a-fim. Na verdade, não gosto de fazer nada obrigada e o casamento, depois de um tempo, fica muito parecido com o lance de bater cartão na empresa (falam tanto que é uma instituição e não é por acaso) - não gosto quando os lances humanos têm contrato. Não quero isso não e, por favor, deixa eu não querer.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Coisas deliciosamente encruadas

Eu gosto muito de ver as pessoas reveladas em meio aos contratempos da vida. Aquele momento mágico que você descobre a delicadeza por trás da máscara azeda do seu vizinho rabugento ou mesmo quando desvenda o amante impestuoso naquele cara que você nem acreditava muito. A gente julga, mas não consegue apurar o olhar pra enxergar que as atitudes das pessoas são tomadas por diversos motivos - mesmo que esses motivos sejam equivocados, mas a escolha de cada um deve ser sempre respeitada. Na verdade são defesas em guerra com os desejos. Algo que pode tornar tudo muito excitante ou tudo muito triste, dependendo da ocasião.
Essa "guerra" entre defesas e desejos vez ou outra ronda a nossa vida. Tem hora que você passa por cima de tudo para realizar os desejos, mas tem hora que o melhor a fazer é não fazer nada - fica mais gostoso contemplar a coisa que fica no campo subliminar, restrito, escondido e até platônico. Tem tesão que não precisa de tanta vazão, mas ele tá lá justamente pra explodir de vez em quando e fazer com que o sangue corra mais vermelho pelas veias.
Ahh! Essa foto aí é minha, quando fui passear em Santos.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Encontros e desencontros

João amava Teresa, que amava Raimundo, que amava Maria, que amava Joaquim (Phoenix)”… esse pequeno trecho do poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade, poderia ser um ótimo resumo do que mais ou menos acontece no filme Amantes - diretor James Gray - um filme sincero sobre frustrações no campo do amor, no qual várias pessoas abandonam a razão para focar na emoção. Um filme delicado e denso, uma poesia recheada de sombras, com um Joaquim Phoenix muito profundo no papel de judeu depressivo-perdido-magoado. Se realmente Amantes se confirmar como seu último ato, terá sido uma grande despedida.

A arte imita a vida e parece assim o tempo todo. Um corre-corre, uma ilusão aqui e acolá, um apelo, um deslize, uma fome qualquer, uma transe e uma transa. Tem amor que vem de um jeito que você não espera e a urgência disso se transforma na falta de pressa do "singelo convidado" em ir embora. Você coloca a vassoura atrás da porta, mas não tem jeito. O "cara" continua lá, sem pressa e vez ou outra te inferniza com pegadinhas sem graça.

Não adianta forçar a barra. Pra esquecer um grande amor, só o tempo, só as fases da Lua. Uma hora para de doer. Só não vale fazer como o personagem de Phoenix no filme. Isso não pode ser bom pro coração.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Novas paixões

Foto do mestre Bresson
Caros amigos, não é que eu não goste mais de escrever, mas é que ando muito atarefada. Primeiro, com o trabalho novo (que acabou de completar quatro meses e já me ocupou com viagens e crises), depois com minha nova paixão que é a fotografia. Por último, com a vagabundagem, que assola este corpo e mente. E confesso que é muito bom quando descobrimos um novo gosto, um novo algo que nos motive a viver mais só para fazê-lo e vivê-lo e comê-lo...ou aquilo...ou "aquilo-outro".
Sendo assim, a research com o objeto masculino acabou por ficar em algum outro plano (claro, não a ponto de me fazer esquecer que a diversão existe). Digo apenas que vivo o momento mágico do novo, só que com a sensação de que será para sempre, assim como acontece com a dança. Água nos olhos. Emoção.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Pra uma cajuina

Foto de minha autoria, feita no Mercado Municipal - último sábado.
Seguinte: os homens são frutas deliciosas. Uns com gostinho mais doce do que outros, mas de iguais relevâncias para suprir as necessidades nutricionais do corpo. Basta saber em qual momento são necessários, mesmo por que não dá pra comer tudo de uma vez - pode ser indigesto.

A minha fase off continua, mas sou despertada vez ou outra pela curiosidade que não me deixa - assim como o gosto pela aventura, pelo novo e pelo proibido. Uma única constatação ronda os bate-papos entre amigas e conhecidas: está difícil se relacionar. A culpa é do feminismo ou do excesso de exigência? Será que amamos a solidão, só pra ter com quem brigar? Não queremos dores e problemas que certamente vão nos tirar da zona de conforto solitária?

Um amigo de Ilhéus que está na cidade disse que São Paulo tem um sexo de pessoas sós - que se encontram e se consomem, mas que resistem aos devaneios do amor para voltarem logo em seguida ao casulo da solidão. Parece que ele tem razão.

O que aconteceu conosco?


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pensando grande



Faz uma série de meses que ensaio uma volta triunfal aos corredores de equipamentos de musculação da academia. A preguiça, o frio, a ressaca e o sono foram os principais motivos da vagabundagem corporal. Bom, faz quase dois meses que fiz minha nova matrícula e, mesmo assim, dei passos vagarosos até o real regresso.

A gente precisa de motivação e a minha é totalmente visual.

Ontem vi uma moça no shopping ao lado de casa com um corpo fenomenal. A gente vê que ela dedicou boas horas diárias para chegar naquele resultado. Fiquei muito empolgada. Claro, meu corpo jamais ficará daquele jeito, mas consigo ficar bem sequinha e com músculos definidinhos - como estava no ano passado.

Agora o meu projeto de Verão é retomar o corpo anterior e eliminar os quilinhos extras. E quero também sentir aquela sensação boa depois de um tempo dedicado à malhação. Não dói e faz muito bem à mente. Relaxa, te deixa durinha e corajosa para enfrentar a ação do tempo.

Depois de duas semanas conturbadas de viagens profissionais, voltei à rotina que vai me deixar com uma puta auto-estima. Tô feliz!