
Eu não gosto de ser cruel, maldosa ou malvada. Acho realmente que esse é um lance bem mesquinho, mas agir calculadamente quando uma situação passa dos limites se torna inevitável. Aí bicho, não dá pra ter sangue de barata. Porém, o que dá pra fazer sempre é manter a elegância. O efeito certamente será devastador, acredite.
A história é a seguinte: o meu recente-ex-affair libanês me fez passar por uma situação bem desagradável quando estávamos juntos: nos encontramos na mesma festa árabe de sempre e ele também levou a sua outra companhia. Naquele momento, soube que não era a unica a brincar naquele playground. Bom, a garota ficou louca da vida (com razão) e eu com cara de pastel tratei de sair fora rapidinho. Ele ligou, ligou e ligou - até cansar. Afinal, não dá pra ter tudo na vida.
É um tipo de situação que chateia pacas, mas depois ficamos com a certeza de que o sapato não servia mesmo e seguimos pelo caminho com o pé descalço.
A gente esquece, mas espera que as pessoas também esqueçam da gente.
Não foi o caso. Ontem fui à mesma festa e o fulano apareceu acompanhado daquela mesma garota do dia da confusão. Eu não sei o que deu na cabeça da "menina", mas ela passou quase a festa toda preocupada comigo - com direito a cenas do tipo "esse homem é meu", beijos ardentes, apertos e agarrões. As minhas solidárias amigas acharam um absurdo. Eu também, mas o que a gente pode fazer neste caso? Nada, porque a doença não está em você.
Eu achei que uma hora ela iria parar com seu show particularmente destinado à minha pessoa, mas não aproveitou essa oportunidade. Bom, fiquei calmamente de saco cheio e decidi acabar com aquilo. Como? Com apenas um olho no olho, um sorriso jocoso e uma piscadinha sexy. Ele não resistiu e retribui minha sutil provocação. E a partir disso, jamais fui incomodada novamente. Infelizmente, acabei flagrando um quebra pau na saída do bar. Resultado: ela enlouqueceu e ele ficou sozinho, sentado em meio às plantas da porta da festa.
E fui pra casa com uma incrível sensação de bem estar.